Número de pontos de coleta

Número de lâmpadas coletadas

3,6 Milhões

Informações

FAQ e Dúvidas

Qual o custo aproximado que o fabricante ou importador necessita disponibilizar para descartar corretamente o material?

O custo estimado no estudo de Viabilidade Técnica e Econômico aprovado pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (CORI), calculado atualmente em R$ 0,40 (quarenta centavos) por lâmpada colocada no mercado. Este valor deve ser eventualmente revisto, de forma a garantir que ao final do ciclo de vida das lâmpadas o descarte seja feito de forma adequada, conforme definido na PNRS e no acordo setorial.

O custo da logística reversa das lâmpadas é responsabilidade de quem?

Esta é uma responsabilidade da sociedade como um todo.
Como o residuo das lâmpadas não representa valor, todo o processo de coleta, transporte, processamento e destinação final das lâmpadas, é pago com o ecovalor que fará parte do custo do produto.
É assim que acontece em grande parte do mundo!

Já existe alguma iniciativa organizada pelo setor?

As empresas, distribuidoras de energia, bancos, hospitais, condomínios empresariais, em suma, os compradores que usam as lâmpadas como insumo para o seu negócio já contratam o serviço de coleta e destinação adequada de suas lâmpadas. Este serviço é oferecido diretamente pelos “recicladores” de lâmpadas, como são conhecidos. Este serviço já está disponível na maioria das cidades brasileiras.

E quanto ao descarte de lâmpadas de uso doméstico

Em menor escala, também existem no Brasil algumas iniciativas para coleta e destinação adequada de lâmpadas focada nos consumidores domiciliares, mas são muito poucas. Os consumidores domiciliares são os que mais precisam do setor de iluminação para implantar um plano de logística reversa com abrangência nacional, como o Programa Reciclus.

Como tornar a logística reversa financeiramente viável?

O processo de logística reversa deve começar no início do ciclo de vida do produto, seja ele importado ou nacional, com a existência de um compromisso financeiro para a sua destinação final. É de entendimento do setor de iluminação ser fundamental para o êxito da implementação desta política de governo que haja contribuição financeira proporcional ao número de lâmpadas comercializadas (tanto lâmpadas produzidas no Brasil ou importadas). Este formato garante segurança ao consumidor e viabilidade financeira à iniciativa, pois uma lâmpada comprada hoje será descartada em três, quatro anos ou mais anos e não saberemos se quem a forneceu ainda estará no mercado.

Existe alguma legislação sobre a destinação de resíduos na qual a logística reversa se apoia?

A Lei nº 12.305/10 (e o Decreto 7.404/10), que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, deixa claro que a logística reversa é uma responsabilidade compartilhada por todos os participantes do ciclo de vida dos produtos, a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos.

E quanto à qualidade das lâmpadas vendidas no mercado brasileiro?

As lâmpadas compactas fluorescentes que o Brasil consome têm padrão de qualidade equivalente às lâmpadas consumidas na Europa, Japão e Estados Unidos. É importante salientar que o mercúrio é essencial às lâmpadas, mas os produtores e importadores têm oferecido ao mercado brasileiro produtos de alta tecnologia, implicando em uma redução drástica na quantidade de mercúrio utilizada pelas lâmpadas fluorescentes. Hoje em dia as lâmpadas compactas têm menos de 6mg de mercúrio, montante este igual a 15% da quantidade de mercúrio que havia nas lâmpadas em 1993, refletindo um grande esforço tecnológico.

É possivel reutilizar lâmpadas?

Não. Uma lâmpada queimada não volta a acender. Elas não podem ser reutilizadas.

Quais os principais desafios que a Entidade terá de enfrentar em sua administração?

Por tratar-se de uma iniciativa inédita no País, sabíamos que seria desafiador, mas nos preparamos para isso, estudando modelos de implantação em outros países da Europa, onde buscamos países com os processos já maduros e que se aproximam muito de nossas características. Os pontos de teste foram um grande desafio, para saber quais seriam os pilotos, as adequações dentro de cada ponto em que nós estaremos nos estabelecendo. O cronograma de implementação, a escolha do material correto para os coletores, o desenho da operação em si, pois vamos atender mais de 900 municípios em todo território nacional. Fazer a logística desse processo é complexo e são dificuldades que estão sendo ultrapassadas conforme vai se passando o tempo. A geografia do Brasil é uma dificuldade imensa, diferente de países na Europa que tem tamanho de apenas um de nossos Estados. Porém, toda a experiência do corpo de profissionais Reciclus, mais a nossa diretoria, faz com que a implementação seja feita de maneira estruturada, madura e eficaz.

A Reciclus pretende fazer a gestão de logística reversa apenas para o consumidor pessoa física?

A Reciclus tem por base obedecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12.305/2010 que fala na responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e na logística reversa como soluções para o descarte correto de itens que podem causar danos ao meio ambiente. E que segundo esta lei e ao Acordo Setorial de Lâmpadas que contém mercúrio, a Reciclus, está consolidada para operar a logística reversa de descartes de lâmpadas de uso doméstico e assim foi dimensionada para tal. Toda sua operação, distribuição de coletores, sistema, entre outros tem como objetivo atender a logística reversa de lâmpadas descartadas nos pontos de coleta vinculados à Reciclus. Sendo que, segundo a PNRS, as entidades jurídicas, deverão ter sua logística reversa própria. Porém, vale lembrar que para entidades jurídicas, a Reciclus irá prestar este tipo de serviço, porém, com custos e projetos à parte.

Alguns especialistas do setor avaliam que Ecovalor (R$0,40) não será o suficiente para cobrir as despesas da logística reversa. O que a Reciclus argumenta sobre isso?

Em vários países, a cobrança de um Ecovalor destinado à logística reversa é prática comum, principalmente na Europa. No Brasil, setores como o de pneus já adotou essa prática para possibilitar a destinação correta e a reciclagem desses materiais, que são muito danosos ao meio ambiente.

Uma vez que não é possível obter qualquer ganho financeiro com o resíduo do produto, o produtor ou importador de lâmpada precisa efetuar um repasse do Ecovalor por lâmpada colocada no mercado. O objetivo desse repasse, denominado “Ecovalor”, é garantir o financiamento do descarte correto no fim da vida útil do produto. É importante ressaltar que ele é fundamental para que, juntos, possamos cumprir aquilo que pede a lei e dar sustentação a tudo que envolve o processo de logística reversa.

Diante disso, a Reciclus, tomou o cuidado de contratar 2 grandes consultorias do mercado, independentes e de alta competência, além de nossa estrutura interna também! A fim de determinar o valor justo para tal. E para a operação desenhada para atender ao Acordo Setorial, chegamos ao resultado de R$ 0,40 / lâmpada colocada no mercado. Com isso, nos sentimos bastante confortáveis em estar atuando com este valor.

Sobre as empresas recicladoras, a Reciclus pretende acompanhar como está sendo feito o processo de descontaminação de lâmpadas?

Quando iniciamos os primeiros contatos com os nossos fornecedores de serviços, os mais criteriosos controles de homologação foram executados juntos aos mesmos. Foram critérios mesclados com conhecimento de entidades de logística reversa de países europeus, mais critérios de empresas multinacionais em conjunto com o conhecimento técnico de nosso pessoal. Com isso, critérios de seleção extremamente rígidos foram executados e aquelas empresas homologadas em nossos processos, cumprem normas nacionais e internacionais em qualidade de sua prestação de serviços de descontaminação. O controle deste processo como muitos pensam, não simplesmente pára onde a lâmpada é descontaminada e sim para onde o produto contaminante reciclado foi vendido e está sendo utilizado.

Trazendo para a Reciclus, para os órgãos ambientais e para a população brasileira, uma segurança de que estes materiais não estão sendo descartados em locais errados e com isso podendo prejudicar ao meio ambiente.

Todos os processos ocorrem através de tecnologia avançada, sob circunstâncias especiais e em ambiente controlado, para que não haja a contaminação do ambiente e das pessoas que operam os equipamentos.

Os processos de reciclagem das lâmpadas variam de acordo com o modelo do produto. Basicamente, separam-se os componentes de metal (terminais de alumínio, soquetes, e estruturas metálicas), o vidro (em forma de tubo, ou outra), o pó fosfórico (pó branco contido no interior) e, principalmente, o mercúrio, que é extraído e recuperado em seu estado líquido elementar.

É possível utilizar os resíduos na fabricação de vários outros produtos vidros na produção de novos vidros para uso não alimentar, pinos de latão que podem ser fundidos e utilizados para produção de novos materiais e pó fosfórico que já livre do mercúrio, pode ser reutilizado em fábricas de cimento ou asfalto. 95% do material recuperado é vidro, cujo valor comercial é muito baixo, suficiente apenas para custear o transporte até a empresa que fará a reutilização.

Como serão definidos os pontos de entrega com coletores de lâmpadas? O critério será diferente para cada município?

Desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi instituída, ficou claro que a responsabilidade pela destinação final ambientalmente adequada é compartilhada entre todos os envolvidos. O comércio está comprometido e os primeiros Pontos de Entrega já estão sendo avaliados em conjunto com a Entidade Gestora, para o cumprimento das metas previstas, ou seja, 130 milhões de habitantes no Brasil em 5 anos de atividade, o que corresponde a 67% da população brasileira e 95% dos municípios.

Estão sendo mantidas conversas com as associações de classe, coordenadas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Federação do Comércio (Fecomércio), para o estabelecimento de pontos de coleta levando em conta, principalmente, a facilidade para o consumidor. De qualquer forma, mesmo as lojas que não sejam definidas como Pontos de Entrega, podem participar. Neste caso, por meio de ações de divulgação do programa, educação e orientação ao consumidor.

Atuação Reciclus

O uso de lâmpadas fluorescentes traz grandes vantagens para empresas e usuários residenciais, como durabilidade, economia de energia e custos. Embora o ciclo de vida do produto seja longo, ao término dele, é preciso voltar sua atenção para a questão do descarte. Reutilizar lâmpadas não é possível e uma lâmpada queimada não volta a acender. O que fazer com a lâmpada usada? As lâmpadas fluorescentes vieram como alternativa econômica às lâmpadas incandescentes e ganharam espaço, principalmente após os apagões de 2001. Porém, além da economia, esse tipo de lâmpada trouxe um problema consigo: em sua composição, há a presença de metais pesados tóxicos, como é o caso principalmente do mercúrio e o descarte incorreto, como no lixo comum, pode acarretar em diversos problemas ambientais.

Por isso, as empresas do setor de iluminação, tanto importadores como produtores e comerciantes tem sido cobrados pela população e pelo governo para apresentar uma solução ambientalmente adequada para essa questão.

O resultado foi a publicação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos que apresenta diretrizes, princípiose instrumentos, como a logística reversa, para tratar da gestão eficiente e sustentável desses resíduos, necessidade crescente nos dias atuais. Uma das mais democráticas já realizadas no mundo, a legislação criada levou em conta o interesse e a participação dos diversos públicos envolvidos no processo, inclusive da população que foi ouvida por meio de consulta pública. Este caminho, ainda que mais demorado, é o mais justo. O Ministério do Meio Ambiente convocou o setor de lâmpadas para apresentação de uma proposta de Acordo Setorial para implantação, em todo país, da logística reversa, um instrumento previsto na Política Nacional e que responsabiliza todos os envolvidos na cadeia produtiva do produto pela destinação final dele.

Desde então, alguns passos foram dados. Primeiro, foi criado, um grupo de trabalho para iniciar estudos nesse sentido, conforme exige a lei. Ocorreram também diversas conversas para discussão e fechamento da minuta do Acordo Setorial, envolvendo as principais associações do mercado, a Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (ABILUX) e a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (ABILUMI), além da Confederação Nacional do Comércio, o Inmetro, os ministérios da Indústria e do Comércio e também do Meio Ambiente e vinte e quatro empresas fabricantes, importadoras, comerciantes e distribuidoras.

A população também foi ouvida por meio de consulta publica e o texto final do Acordo Setorial foi aprovado pelo CORI, composto por 5 Ministérios: Meio Ambiente; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Agricultura; Pecuária e Abastecimento; Fazenda; Saúde.

Por fim, o acordo foi assinado no final de 2014 e publicado no início de 2015.

Ainda que esteja tudo no papel, o cumprimento do que está acordado pode não ser tão simples. Para dar conta do processo de Logística Reversa conforme acordado, há muito que se pensar. As responsabilidades vão muito além de coletar e destinar.

É nesse ponto que entra a Reciclus, uma associação* sem fins lucrativos criada pelos principais produtores e importadores de lâmpadas para atuar como entidade gestora do processo de logística reversa a partir de um modelo de operação autossustentável e que já está sendo colocado em prática.

Informações

FAQ e Dúvidas

Qual o custo aproximado que o fabricante ou importador necessita disponibilizar para descartar corretamente o material?

O custo estimado no estudo de Viabilidade Técnica e Econômico aprovado pelo Comitê Orientador para a Implantação de Sistemas de Logística Reversa (CORI), calculado atualmente em R$ 0,40 (quarenta centavos) por lâmpada colocada no mercado. Este valor deve ser eventualmente revisto, de forma a garantir que ao final do ciclo de vida das lâmpadas o descarte seja feito de forma adequada, conforme definido na PNRS e no acordo setorial.

O custo da logística reversa das lâmpadas é responsabilidade de quem?

Esta é uma responsabilidade da sociedade como um todo.
Como o residuo das lâmpadas não representa valor, todo o processo de coleta, transporte, processamento e destinação final das lâmpadas, é pago com o ecovalor que fará parte do custo do produto.
É assim que acontece em grande parte do mundo!

Já existe alguma iniciativa organizada pelo setor?

As empresas, distribuidoras de energia, bancos, hospitais, condomínios empresariais, em suma, os compradores que usam as lâmpadas como insumo para o seu negócio já contratam o serviço de coleta e destinação adequada de suas lâmpadas. Este serviço é oferecido diretamente pelos “recicladores” de lâmpadas, como são conhecidos. Este serviço já está disponível na maioria das cidades brasileiras.

E quanto ao descarte de lâmpadas de uso doméstico

Em menor escala, também existem no Brasil algumas iniciativas para coleta e destinação adequada de lâmpadas focada nos consumidores domiciliares, mas são muito poucas. Os consumidores domiciliares são os que mais precisam do setor de iluminação para implantar um plano de logística reversa com abrangência nacional, como o Programa Reciclus.

Como tornar a logística reversa financeiramente viável?

O processo de logística reversa deve começar no início do ciclo de vida do produto, seja ele importado ou nacional, com a existência de um compromisso financeiro para a sua destinação final. É de entendimento do setor de iluminação ser fundamental para o êxito da implementação desta política de governo que haja contribuição financeira proporcional ao número de lâmpadas comercializadas (tanto lâmpadas produzidas no Brasil ou importadas). Este formato garante segurança ao consumidor e viabilidade financeira à iniciativa, pois uma lâmpada comprada hoje será descartada em três, quatro anos ou mais anos e não saberemos se quem a forneceu ainda estará no mercado.

Existe alguma legislação sobre a destinação de resíduos na qual a logística reversa se apoia?

A Lei nº 12.305/10 (e o Decreto 7.404/10), que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, deixa claro que a logística reversa é uma responsabilidade compartilhada por todos os participantes do ciclo de vida dos produtos, a ser implementada de forma individualizada e encadeada, abrangendo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos.

E quanto à qualidade das lâmpadas vendidas no mercado brasileiro?

As lâmpadas compactas fluorescentes que o Brasil consome têm padrão de qualidade equivalente às lâmpadas consumidas na Europa, Japão e Estados Unidos. É importante salientar que o mercúrio é essencial às lâmpadas, mas os produtores e importadores têm oferecido ao mercado brasileiro produtos de alta tecnologia, implicando em uma redução drástica na quantidade de mercúrio utilizada pelas lâmpadas fluorescentes. Hoje em dia as lâmpadas compactas têm menos de 6mg de mercúrio, montante este igual a 15% da quantidade de mercúrio que havia nas lâmpadas em 1993, refletindo um grande esforço tecnológico.

É possivel reutilizar lâmpadas?

Não. Uma lâmpada queimada não volta a acender. Elas não podem ser reutilizadas.

Quais os principais desafios que a Entidade terá de enfrentar em sua administração?

Por tratar-se de uma iniciativa inédita no País, sabíamos que seria desafiador, mas nos preparamos para isso, estudando modelos de implantação em outros países da Europa, onde buscamos países com os processos já maduros e que se aproximam muito de nossas características. Os pontos de teste foram um grande desafio, para saber quais seriam os pilotos, as adequações dentro de cada ponto em que nós estaremos nos estabelecendo. O cronograma de implementação, a escolha do material correto para os coletores, o desenho da operação em si, pois vamos atender mais de 900 municípios em todo território nacional. Fazer a logística desse processo é complexo e são dificuldades que estão sendo ultrapassadas conforme vai se passando o tempo. A geografia do Brasil é uma dificuldade imensa, diferente de países na Europa que tem tamanho de apenas um de nossos Estados. Porém, toda a experiência do corpo de profissionais Reciclus, mais a nossa diretoria, faz com que a implementação seja feita de maneira estruturada, madura e eficaz.

A Reciclus pretende fazer a gestão de logística reversa apenas para o consumidor pessoa física?

A Reciclus tem por base obedecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei Federal 12.305/2010 que fala na responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e na logística reversa como soluções para o descarte correto de itens que podem causar danos ao meio ambiente. E que segundo esta lei e ao Acordo Setorial de Lâmpadas que contém mercúrio, a Reciclus, está consolidada para operar a logística reversa de descartes de lâmpadas de uso doméstico e assim foi dimensionada para tal. Toda sua operação, distribuição de coletores, sistema, entre outros tem como objetivo atender a logística reversa de lâmpadas descartadas nos pontos de coleta vinculados à Reciclus. Sendo que, segundo a PNRS, as entidades jurídicas, deverão ter sua logística reversa própria. Porém, vale lembrar que para entidades jurídicas, a Reciclus irá prestar este tipo de serviço, porém, com custos e projetos à parte.

Alguns especialistas do setor avaliam que Ecovalor (R$0,40) não será o suficiente para cobrir as despesas da logística reversa. O que a Reciclus argumenta sobre isso?

Em vários países, a cobrança de um Ecovalor destinado à logística reversa é prática comum, principalmente na Europa. No Brasil, setores como o de pneus já adotou essa prática para possibilitar a destinação correta e a reciclagem desses materiais, que são muito danosos ao meio ambiente.

Uma vez que não é possível obter qualquer ganho financeiro com o resíduo do produto, o produtor ou importador de lâmpada precisa efetuar um repasse do Ecovalor por lâmpada colocada no mercado. O objetivo desse repasse, denominado “Ecovalor”, é garantir o financiamento do descarte correto no fim da vida útil do produto. É importante ressaltar que ele é fundamental para que, juntos, possamos cumprir aquilo que pede a lei e dar sustentação a tudo que envolve o processo de logística reversa.

Diante disso, a Reciclus, tomou o cuidado de contratar 2 grandes consultorias do mercado, independentes e de alta competência, além de nossa estrutura interna também! A fim de determinar o valor justo para tal. E para a operação desenhada para atender ao Acordo Setorial, chegamos ao resultado de R$ 0,40 / lâmpada colocada no mercado. Com isso, nos sentimos bastante confortáveis em estar atuando com este valor.

Sobre as empresas recicladoras, a Reciclus pretende acompanhar como está sendo feito o processo de descontaminação de lâmpadas?

Quando iniciamos os primeiros contatos com os nossos fornecedores de serviços, os mais criteriosos controles de homologação foram executados juntos aos mesmos. Foram critérios mesclados com conhecimento de entidades de logística reversa de países europeus, mais critérios de empresas multinacionais em conjunto com o conhecimento técnico de nosso pessoal. Com isso, critérios de seleção extremamente rígidos foram executados e aquelas empresas homologadas em nossos processos, cumprem normas nacionais e internacionais em qualidade de sua prestação de serviços de descontaminação. O controle deste processo como muitos pensam, não simplesmente pára onde a lâmpada é descontaminada e sim para onde o produto contaminante reciclado foi vendido e está sendo utilizado.

Trazendo para a Reciclus, para os órgãos ambientais e para a população brasileira, uma segurança de que estes materiais não estão sendo descartados em locais errados e com isso podendo prejudicar ao meio ambiente.

Todos os processos ocorrem através de tecnologia avançada, sob circunstâncias especiais e em ambiente controlado, para que não haja a contaminação do ambiente e das pessoas que operam os equipamentos.

Os processos de reciclagem das lâmpadas variam de acordo com o modelo do produto. Basicamente, separam-se os componentes de metal (terminais de alumínio, soquetes, e estruturas metálicas), o vidro (em forma de tubo, ou outra), o pó fosfórico (pó branco contido no interior) e, principalmente, o mercúrio, que é extraído e recuperado em seu estado líquido elementar.

É possível utilizar os resíduos na fabricação de vários outros produtos vidros na produção de novos vidros para uso não alimentar, pinos de latão que podem ser fundidos e utilizados para produção de novos materiais e pó fosfórico que já livre do mercúrio, pode ser reutilizado em fábricas de cimento ou asfalto. 95% do material recuperado é vidro, cujo valor comercial é muito baixo, suficiente apenas para custear o transporte até a empresa que fará a reutilização.

Como serão definidos os pontos de entrega com coletores de lâmpadas? O critério será diferente para cada município?

Desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi instituída, ficou claro que a responsabilidade pela destinação final ambientalmente adequada é compartilhada entre todos os envolvidos. O comércio está comprometido e os primeiros Pontos de Entrega já estão sendo avaliados em conjunto com a Entidade Gestora, para o cumprimento das metas previstas, ou seja, 130 milhões de habitantes no Brasil em 5 anos de atividade, o que corresponde a 67% da população brasileira e 95% dos municípios.

Estão sendo mantidas conversas com as associações de classe, coordenadas pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Federação do Comércio (Fecomércio), para o estabelecimento de pontos de coleta levando em conta, principalmente, a facilidade para o consumidor. De qualquer forma, mesmo as lojas que não sejam definidas como Pontos de Entrega, podem participar. Neste caso, por meio de ações de divulgação do programa, educação e orientação ao consumidor.

Atuação Reciclus

O uso de lâmpadas fluorescentes traz grandes vantagens para empresas e usuários residenciais, como durabilidade, economia de energia e custos. Embora o ciclo de vida do produto seja longo, ao término dele, é preciso voltar sua atenção para a questão do descarte. Reutilizar lâmpadas não é possível e uma lâmpada queimada não volta a acender. O que fazer com a lâmpada usada? As lâmpadas fluorescentes vieram como alternativa econômica às lâmpadas incandescentes e ganharam espaço, principalmente após os apagões de 2001. Porém, além da economia, esse tipo de lâmpada trouxe um problema consigo: em sua composição, há a presença de metais pesados tóxicos, como é o caso principalmente do mercúrio e o descarte incorreto, como no lixo comum, pode acarretar em diversos problemas ambientais.

Por isso, as empresas do setor de iluminação, tanto importadores como produtores e comerciantes tem sido cobrados pela população e pelo governo para apresentar uma solução ambientalmente adequada para essa questão.

O resultado foi a publicação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos que apresenta diretrizes, princípiose instrumentos, como a logística reversa, para tratar da gestão eficiente e sustentável desses resíduos, necessidade crescente nos dias atuais. Uma das mais democráticas já realizadas no mundo, a legislação criada levou em conta o interesse e a participação dos diversos públicos envolvidos no processo, inclusive da população que foi ouvida por meio de consulta pública. Este caminho, ainda que mais demorado, é o mais justo. O Ministério do Meio Ambiente convocou o setor de lâmpadas para apresentação de uma proposta de Acordo Setorial para implantação, em todo país, da logística reversa, um instrumento previsto na Política Nacional e que responsabiliza todos os envolvidos na cadeia produtiva do produto pela destinação final dele.

Desde então, alguns passos foram dados. Primeiro, foi criado, um grupo de trabalho para iniciar estudos nesse sentido, conforme exige a lei. Ocorreram também diversas conversas para discussão e fechamento da minuta do Acordo Setorial, envolvendo as principais associações do mercado, a Associação Brasileira da Indústria da Iluminação (ABILUX) e a Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (ABILUMI), além da Confederação Nacional do Comércio, o Inmetro, os ministérios da Indústria e do Comércio e também do Meio Ambiente e vinte e quatro empresas fabricantes, importadoras, comerciantes e distribuidoras.

A população também foi ouvida por meio de consulta publica e o texto final do Acordo Setorial foi aprovado pelo CORI, composto por 5 Ministérios: Meio Ambiente; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Agricultura; Pecuária e Abastecimento; Fazenda; Saúde.

Por fim, o acordo foi assinado no final de 2014 e publicado no início de 2015.

Ainda que esteja tudo no papel, o cumprimento do que está acordado pode não ser tão simples. Para dar conta do processo de Logística Reversa conforme acordado, há muito que se pensar. As responsabilidades vão muito além de coletar e destinar.

É nesse ponto que entra a Reciclus, uma associação* sem fins lucrativos criada pelos principais produtores e importadores de lâmpadas para atuar como entidade gestora do processo de logística reversa a partir de um modelo de operação autossustentável e que já está sendo colocado em prática.