Quando o “jogar fora” some da narrativa: educação ambiental no cotidiano

28 de janeiro de 2026
Por Reciclus

Você já se deu conta do quanto de educação ambiental está presente na sua rotina? 

Pode parecer que esse assunto só faz sentido quando estamos escovando os dentes e lembramos de fechar a torneira, ou quando vamos de um cômodo a outro e apagamos/acendemos as luzes. Também nos momentos de separação e descarte dos resíduos. Essas são situações mais óbvias, pois tratam de hábitos que a maior parte de nós já internalizou. Mas e quanto às mensagens que nos chegam diariamente, por meio de filmes, séries, publicidade, redes sociais e tantos outros meios… O que elas nos contam?

 

O que as narrativas de entretenimento nos ensinam – mesmo quando não falam diretamente sobre meio ambiente

Em filmes e séries, é comum objetos aparecerem e depois simplesmente “sumirem”. Uma lâmpada que queima, o eletrônico que quebra, a embalagem vazia, as sobras de alimentos… São inúmeros exemplos. Para onde vão esses resíduos? 

O fato de o descarte correto não ser tratado, mesmo que superficialmente, em produções audiovisuais é um apagamento do ciclo de vida dos produtos, fazendo parecer que o “jogar fora” é algo alheio ao cotidiano e que isso não impacta diretamente a nossa vida. 

A publicidade também reforça essa lógica ao focar apenas na compra e no uso, e dificilmente no pós-consumo.

O que não aparece nas telas, também educa.  

 

Redes sociais e a cultura do consumo

Todos os dias, recebemos uma enxurrada de conteúdos relacionados a tendências digitais que estimulam a compra rápida de produtos – são anúncios, vídeos com link direto para algum e-commerce, cupons de desconto, etc… O que parece praticidade, pode, sem um olhar crítico, virar uma motivação para o descarte precoce de itens, alimentando o comportamento consumista e tendo a lógica do “novo” como o valor central. Sem perceber, aprendemos hábitos ambientais observando o que é curtido, compartilhado e valorizado.

A falta de informação não é desinteresse, mas resultado de uma educação ambiental informal que não ensina a perguntar “para onde isso vai?”.

Iniciativas de logística reversa – como a Reciclus (lâmpadas fluorescentes), Green Eletron (pilhas, baterias e eletroeletrônicos) e Abree (eletrodomésticos e eletroeletrônicos) – ajudam a interromper esse ciclo automático, oferecendo caminhos possíveis.

 

Tornar o pós-consumo visível é um ato educativo: logística reversa como meio de consciência ambiental

Quando entendemos que os resíduos não desaparecem, mas seguem um caminho, e que o “jogar fora” implica impactos ambientais, a relação com o consumo muda. 

Há conteúdos de entretenimento, assim como marcas ambientalmente responsáveis, que se preocupam em transmitir mensagens genuinamente educativas. Mas é importante que cada vez mais o ciclo de vida dos produtos e o cuidado com o meio ambiente sejam evidenciados, fortalecendo a construção da consciência ambiental individual e coletiva. 

 

Para assistir, se entreter e aprender: dicas não óbvias para fortalecer a consciência ambiental

Filmes

  • Okja (Netflix): Aventura/fantasia crítica ao consumo industrial e exploração animal, com forte mensagem sobre relação natureza-sociedade.
  • Não Olhe Para Cima (Netflix): Embora seja uma sátira sobre crise global iminente, pode ser vista como reflexão sobre negacionismo e falha em responder a ameaças ambientais e científicas.
  • Ainbo – A Guerreira da Amazônia (Amazon Prime Video): Animação que explora a defesa da floresta amazônica e cultura indígena.
  • Ilhas das Flores (YouTube): Curta-metragem brasileiro com crítica social sobre consumismo, desigualdade social e desigualdade no acesso à alimentação.

 

Séries

  • Extrapolações: Um Futuro Inquietante (Apple TV+): Antologia ambientada em futuros próximos, mostrando como a crise climática atravessa relações familiares, trabalho, tecnologia, política e consumo..
  • The Last of Us (HBO): Embora seja uma narrativa pós-apocalíptica, a série toca em temas como colapso ecológico, limites da ciência, relação humano-natureza e sobrevivência em ambientes degradados.
  • Silo (Apple TV+): Sociedade subterrânea vivendo sob regras rígidas para “proteger o ambiente externo”. Excelente para discutir medo ambiental, escassez, controle de recursos e desinformação.
  • Dark Winds (Netflix): Série ambientada em territórios indígenas, com discussões sobre terra, exploração de recursos e pertencimento cultural.
  • Sweet Tooth (Netflix): Após uma pandemia global, a humanidade é quase extinta e bebês híbridos, metade humanos, metade animais, começam a nascer.

 

Documentários 

  • A Vida no Nosso Planeta (Netflix): História da vida na Terra e das extinções, conectando evolução, ação humana e futuro do planeta.
  • O Ano em que a Terra Mudou (Apple TV+): Observa como a pausa humana durante a pandemia afetou ecossistemas ao redor do mundo.
  • Solo de Todos (Amazon Prime Video): Agricultura regenerativa, solo e sistemas alimentares como resposta à crise climática.

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